Pontos de Interesse

Classificação
Featured/Unfeatured
Claimed/Unclaimed
41.798878,-6.804684

O Mosteiro beneditino de Castro de Avelãs gozou da protecção de Afonso Henriques, exercendo este uma influência determinante na economia da região onde foi implantado, pelo menos até ao século XIII. Foi um núcleo monacal extremamente importante do Nordeste Transmontano, entre os séculos XII e XVI. A igreja situa-se entre as ruínas do convento e o que restou de uma torre e casa paroquial. A velha e incompleta igreja foi construída ao estilo românico mudéjar de raiz leonesa, com tijolo vermelho, um material pouco usado entre nós. Deste projecto, nunca concluído, restaram a cabeceira, com três capelas semi-circulares, uma das torres da fachada e o arranque da parede da nave lateral, visível no lado sul. No absidíolo sul encontra-se um sarcófago monolítico de granito, composto por arco feral paralelepipédico, com tampa de secção pentagonal com remate superior de duas águas. O túmulo está decorado por dois brasões e uma inscrição inacabada – "ERA DE MIL E CCC E" – gravada na sua tampa.

Datação: séculos XIII/XVI/XVIII.

Classificação: MN (Dec. De 16-6-1910).

Est. De Conservação: bom.

Lendas e Tradições: Uma velha tradição diz que o túmulo, guardado no interior de um dos absidíolos, pertence ao cavaleiro D. Pelaio, conhecido como conde de Ariães. Segundo reza a lenda, este conde fazia vitoriosas incursões bélicas contra os muçulmanos no tempo de D. Ramiro II, que encantavam os habitantes de Bragança. Este propusera-lhe entregar a cidade, caso concordasse entrar num desafio campal com um mouro, mas em força desigual. Confiante do seu triunfo, o conde aceitou o desafio marcado para o dia de São Jorge, a quem prometeu, em caso de vitória, erigir uma capela da sua invocação a qual visitaria anualmente em procissão. No Prado do Talho, o cavaleiro derrotou o inimigo, no limite da veiga de Ariâes, e mandou edificar um templo em honra de São Jorge. Outra tradição conta um episódio menos feliz da história deste conde. Certo dia, este zangou-se com a sua mãe, por esta não ter o jantar pronto quando voltava da caça e no pico da sua ira atiçou-lhe os cães que a mataram. Como forma de castigo, pelo crime horrendo que cometera, foi obrigado a tirar um cabelo da sua cabeça e metê-lo numa pia com água debaixo de uma pedra, até que este se trans-formasse numa cobra. Quando o animal estivesse bem crescido, seria metido com o conde numa tumba, identificada com o túmulo do mosteiro de Castro de Avelãs, para que fosse devorado pela cobra e assim fosse vingada a morte da sua mãe.

Fonte: Património dos Concelhos da Terra Fria Concelho de Bragança VOLUME I

41.5159091,-6.2599225

Descrição: Situado no Castro de Vale d `Águia podemos observar o monumental cotovelo do Douro

41.5393786,-6.2221785

Datação: Primeira Idade do Ferro (sec. VII a.c)

Descrição: O Castro de Aldeia Nova ou S. João das Arribas é um castro da primeira idade do Ferro, romanizado, depois, podendo mesmo ter-se mantido durante a Idade Média. O castro era defendido por um forte bastião e uma linha de muralha que cortavam o gargalo de acesso ao caminho que desce do debrum superior da arriba. A norte abre-se a porta de entrada, uma rampa, defendida por um poderoso baluarte triangular. A nascente como muralha inexpugnável corre o Rio Douro.

Classificação: Monumento Nacional. Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910

41.4576444, -6.3388868

Datação: Final do paleolítico

Descrição: Conjunto de abrigos pré-históricos com vestígios de arte rupestre. A cerca de 3 km a sueste da povoação, tem várias séries insculpidas quer no exterior, quer no interior. Figuras antropomórficas, motivos serpentiformes, covinhas ligadas por barras formam alteres em grandes conjuntos interligados; um destes conjuntos parece representar um parto.

Classificação: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 28/82, DR 47 de 26 Fevereiro 1982.

Estado de Conservação: bom

Showing 4 results